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28.11.2017


Setor produtivo está adotando nova postura para condução dos negócios

Secretário Executivo Eumar Novacki diz que não se pode imaginar uma gestão pública como há 50 anos

 

 

Novack em SP 


 

“A nossa perspectiva é que o setor agropecuário impulsione uma nova postura no combate à corrupção”, disse Eumar Novacki, secretário executivo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), nesta segunda-feira (27), em São Paulo, na abertura do Summit Agronegócio Brasil 2017, seminário internacional promovido pelo jornal O Estado de S. Paulo.

 

“Não é só a corrupção que atrapalha o País”, disse ainda Novacki. “A incompetência é irmã gêmea da corrupção. Não podemos imaginar a gestão pública como se fazia há 50 anos.”

 

Novacki explicou que hoje o Ministério da Agricultura está focado nos resultados e não mais nos procedimentos e processos. A gestão não deve ser vertical, de cima para baixo, mas em rede, em parceria com o setor produtivo, e por essa razão o Ministério é mais eficaz na solução de numerosos problemas.

 

Em seu discurso, o secretário disse acreditar que no momento em que a sociedade brasileira condena desvios de conduta, exigindo ética e mudança de rumos, o Ministério da Agricultura avança passos importantes com o lançamento de seu programa de compliance no próximo dia 12, no Palácio do Planalto, e firma um Pacto pela Integridade com o setor produtivo.  

 

O pacto estabelece regras claras para o relacionamento do Ministério com as empresas e como devem proceder seus servidores. Por sua vez, cada empresa do agronegócio deve instituir também um programa de  conformidade.

 

E para estimular empresas e entidades na adoção das novas regras e de fazer cumprir a leis, o Ministério criou o selo Agro+ Integridade.

 

“O selo será concedido às empresas que, além de implementarem seus planos de conformidade com foco na anticorrupção, demonstrem sustentabilidade, respeito ao meio ambiente e responsabilidade social. Será um diferencial para os consumidores brasileiros e estrangeiros ao garantir que essas empresas produzem segundo os mais altos padrões de qualidade.”

 

Novacki fez um balanço das ações do Ministério da Agricultura para ampliar o comércio de alimentos brasileiros e conquistar novos mercados. Em 18 meses foram visitados mais de 50 países nas missões chefiadas pelo ministro Blairo Maggi e pelo Secretário Executivo.

 

“Além de defender a qualidade do produto brasileiro”, disse Novacki, “estamos desmitificando a informação errônea de que não preservamos o meio ambiente.”

 

O secretário apresentou números baseados em dados pesquisados pela Embrapa, estimando que 66,3% do território brasileiro é coberto por vegetação nativa, o equivalente a área de todos os 28 países da União Européia, e mais quatro Noruegas.

 

O valor imobilizado de toda essa imensa área é de R$ 2 trilhões. A preservação ambiental custa perto de R$ 950 bilhões, contabilizando-se os gastos de programas específicos do IBAMA, das secretarias de meio ambiente estaduais e da polícia ambiental.

 

fonte: agricultura.gov

 

 

 

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