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13.04.2018


Póde Mulheres mostra a força feminina na produção de café de qualidade no ES

PELAS MÃOS DELAS . PROJETO PIONEIRO QUE REÚNE MULHERES QUE PRODUZEM CONILON COM PADRÃO DE EXCELÊNCIA É DESTAQUE NA EXPOSUL

 

 

por Wanderson Amorim de C​achoeiro

Lançado há dois anos pela Cooperativa Cafesul, o Póde Mulher, reúne agricultoras de Muqui e região em um projeto que busca dar qualidade à produção do café conilon.  Presentes na ExpoSul Rural, elas vêm atraindo a atenção dos visitantes.


 

 “Há dois anos começamos o concurso de qualidade do café produzido por mulheres. Em 2017 separamos os melhores lotes e Lançamos a marca Póde Mulheres, que representa o poder da mulher. É produto 100% produzido por mulheres cooperadas e suas filhas. O diferencial deste café é o pós-colheita, que é bem feito, conseguindo assim qualidades excepcionais. Isso é novo no mercado e está tendo uma grande repercussão”, contou o gerente operacional e comercial da Cafesul, Tales da Silva de Souza. Segundo ele, o café produzido por “elas” tem valor agregado em 300%.

 

 

A produtora rural Maria Lopes Rodrigues da Silva, 52 anos, foi a primeira a participar do projeto e já conquistou dois prêmios de melhor café. “É muito interessante essa participação das mulheres na cooperativa, produzindo um café de qualidade. Pensando no bem estar da minha família, começamos a melhorar a produção de café conilon. Esse café passa por um cuidado especial desde a colheita. Antigamente o café era colocado no terreiro, em meio às criações, era uma bagunça. Depois desse processo, participei de dois concursos de qualidade e ganhei em primeiro lugar. É uma alegria muito grande, pois contribuímos com o meio ambiente e garantimos um produto de boa qualidade para o consumidor”, conta a produtora rural.

 

O projeto da Cafesul fez a filha de Maria Lopes, Raryane Rodrigues, 21 anos, permanecer na roça. Antes, ela queria seguir o caminho das colegas que foram morar na cidade. “Meus pais sempre me incentivaram a trabalhar na propriedade deles. No começo eu queria deixar a roça e ir morar na cidade, mas ao conhecer a cooperativa, participei dos encontros e passei enxergar a roça de outra forma e a gostar da cultura do café. Meu amor pelo café só foi crescendo e hoje não penso mais em deixar a roça. Atualmente estou casada e possuo minha propriedade. No ano passado conquistei o segundo lugar no concurso de qualidade do café e meu objetivo é ganhar o primeiro lugar”, revela Raryane.   

 

 

O ex-secretário estadual de Agricultura, Octaciano Neto, explica que no Espírito Santo ainda existem  setores com  baixíssima industrialização e pouca agregação de valor ao que é produzido, e que iniciativas como a da cooperativa são fundamentais para o desenvolvimento do agronegócio capixaba.

 

“Hoje o brasileiro está querendo cada vez mais se alimentar com produtos de qualidade. Acredito que o Póde Mulheres em pouco tempo estará nas gôndolas e principais cafeterias do Brasil. Tem uma faixa da população que quer consumir conceito. É o caso do vinho. Sempre vemos as pessoas falarem que tomou um vinho argentino de uva tal ou um vinho chileno de uva tal. Isso é um conceito. A mesma coisa deve acontecer com esse café, pois há uma história por trás disso. E esse formato de conceito já deu certo no mundo inteiro. O que se vende é conceito e história”, disse Octaciano Neto. 

 

 
Fotos: Wanderson Amorim    
 
 
 
 
 

 

 

 

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