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07.06.2018


Idaf esclarece sobre aumento de condenações de carcaça bovina por cisticercose

 

 

A alteração na legislação federal que define os parâmetros de condenação de carcaça bovina nos frigoríficos impactou a quantidade de condenações nos estabelecimentos. Isso porque novos critérios para o procedimento foram estabelecidos pelo Decreto Federal nº 9.013, publicado em março de 2017, o chamado Regulamento da Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem Animal (Riispoa).

 

O assunto será apresentado, nesta quinta-feira (07), pelo Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo (Idaf), órgão responsável pela fiscalização sanitária dos frigoríficos registrados no Serviço de Inspeção Estadual (SIE). O encontro acontecerá às 14h, no Sindicato Rural de Cachoeiro de Itapemirim.

 

De acordo com o subgerente de Fiscalização de Produtos de Origem Animal do Instituto, Raoni Cezana Cipriano, antes os critérios eram muito subjetivos e não definiam quantos cistos implicavam a esterilização pelo calor ou o congelamento. “Pelo novo Riispoa, ficou estabelecido que a presença de um cisto vivo condiciona ao congelamento e entre dois e sete a destinação é a esterilização pelo calor, o que chamamos de aproveitamento condicional. A condenação total ocorre acima de oito cistos. Como nenhum dos estabelecimentos registrados no SIE possuem tratamento adequado para a esterilização pelo calor, a presença de mais de um cisto já implica a condenação total da carcaça”, explicou o médico veterinário.

 

Para ele, os novos critérios conferem mais objetividade aos trabalhos de inspeção sanitária nos frigoríficos. “A regra anterior dava margem a interpretações pessoais. As mudanças contribuíram para a uniformização das ações do serviço de inspeção oficial nos estabelecimentos de abate”, complementou.

 

Entenda como funciona a inspeção

A inspeção sanitária em frigoríficos é obrigatória. Médicos veterinários e técnicos especializados são responsáveis pela análise clínica dos animais, ainda nos currais, é a chamada “inspeção ante-mortem”. Essa avaliação prévia é necessária, pois algumas doenças – como a raiva e a Encefalopatia Espongiforme Bovina (conhecida como “doença da vaca louca”), que podem ser transmitidas aos seres humanos – só podem ser identificadas com o animal vivo por meio de sua sintomatologia clínica.

 

Após o abate, é feita uma nova avaliação (inspeção post-mortem) das partes internas dos animais, a fim de identificar lesões características de doenças, como brucelose, tuberculose, cisticercose, entre outras. Os animais identificados como não aptos ao consumo são descartados e destinados a graxarias. Após tratamento térmico adequado de esterilização, são produzidas farinhas de carnes e ossos para ração animal (cães, gatos e peixes).

 

Cuidados necessários

 

O manejo adequado e a adoção de medidas preventivas pelos produtores podem reduzir o índice de carcaças condenadas. Por isso, a vacinação contra a brucelose em bezerras de 3 a 8 meses de idades e a realização de exames periódicos são fundamentais.

 

Além disso, ao adquirir um animal, é essencial que os produtores exijam sempre os exames negativos para a brucelose e tuberculose e a Guia de Trânsito Animal (GTA). A introdução de animais positivos pode promover a contaminação do restante do rebanho.

 

fonte: IDAF ES

 

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