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Agricultura familiar


Cajá manga anão: direto do campo para os supermercados

Por semana, em média 150 quilos do produto têm chegado à mesa do linharense

Por Assessoria de Comunicação Prefeitura de Linhares
18/03/2021 10h26
Atualizado em 6/04/2021 14h47

O cajá manga anão, produzido no Polo Farias, do Programa Municipal de Fruticultura, agora pode ser adquirido pelo consumidor direto no supermercado. Por semana, em média 150 quilos do produto têm chegado à mesa do linharense. A fruta, que tem sido comercializada por um supermercado no Centro de Linhares, pode ser consumida in natura, para fazer suco, em sorvetes e picolés.

A produtora Adriane Conceição Barboza Brasil é quem comercializa a fruta e, junto da sua família, cuida de todo o processo até a chegada do produto no estabelecimento comercial. “Depois de colhido o cajá passa pelo processo de lavagem e seleção que fazemos aqui mesmo na nossa propriedade. Entregamos até duas vezes por semana no supermercado uma média de seis a dez caixas, dependendo do fluxo de vendas”, explicou.

A produtora Adriane cuida de todo processo até a chegada do produto ao estabelecimento comercial (Foto: divulgação/ascom Linhares)

Adriane tem 1.416 plantas e nem sempre tem o fruto maduro e em processo de amadurecimento. Por isso, firmou parceria com outros produtores do Polo Farias para conseguir entregar toda semana. “A parceria com outros produtores tem dado muito certo, porque a semana que não tenho a fruta no ponto eles têm. Aí, eu ligo para saber se tem, se dá para colher e vou até as propriedades recolher. É satisfatório ver que o cajá tem ganhado espaço no mercado e que não tenho perdido nada da produção”, destacou a produtora.

O secretário Municipal de Agricultura de Linhares, Franco Fiorot, frisou que é gratificante saber que os produtores do Polo Farias, logo no início da colheita, têm comercializado a fruta para vários mercados e já fixaram parceria com um supermercado local.

“Essa conquista é fruto do esforço do produtor rural em se dedicar a uma nova cultura e das visitas estratégicas organizadas pelo Programa Municipal de Fruticultura com representantes do Comitê de Fruticultura dos cinco polos e de estabelecimentos locais que resultaram nessa parceria”, ressaltou o secretário.

O gerente do Supermercado Grassi, Geverson Santana, comentou que a comercialização do cajá, que em Linhares é consumido mais na forma in natura, foi uma surpresa. “Para minha surpresa, a venda foi muito rápida. Eu não coloquei no cajá uma expectativa de venda grande, mas sim dos clientes aos poucos conhecerem a fruta. Na primeira compra adquirimos duas caixas e vendemos no mesmo dia. Sempre damos oportunidade para nossa região e assim conseguimos trazer um pouco da cultura e dos produtos linharenses para atender nosso cliente final”, destacou.

Adriane explica que está satisfeita com a comercialização do cajá manga anão e pensa em variar o plantio com outras frutas. “Eu trabalho sempre pensando que posso melhorar tanto o preço quanto a qualidade do meu produto, porque assim consigo agregar valor. Eu não tenho perdido nada da minha produção. Eu faço também polpa do cajá e da acerola, e vendo de porta em porta ou pelas redes sociais. O importante é não desanimar. Quero agradecer à prefeitura por esse fomento para a implantação desse polo frutífero que é um incentivo para nós produtores nos fortalecermos no campo com qualidade de vida”, finalizou.

Cajá no picolé e sorvete

Em fevereiro deste ano, os produtores receberam a visita de um empresário de São Paulo que fabrica picolé e sorvete. Com mais de 100 lojas parceiras, a fábrica Frutydellys, com sede em Birigüi/SP, após uma pesquisa de mercado, veio a Linhares conhecer a cultura e dialogar sobre futura parceria.

Mercado mineiro

Em novembro de 2020, os produtores de cajá manga anão, do Polo Farias, comercializaram a primeira colheita fomentada pelo Programa Municipal de Fruticultura de Linhares. Foram embarcadas para o mercado de Belo Horizonte (MG) 4,5 toneladas da fruta.

A expectativa é atingir 275 toneladas da fruta no segundo ano de produção, chegando a 700 toneladas no quarto ano, nos 10 hectares de área cultivada.


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