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Espírito Santo tem seis produtos em análise para conquistar a Denominação de Origem; saiba quais são

Para dar ideia da importância do selo, ele significa que aquele item específico só pode ser produzido naquela região

Por Redação Conexão Safra
26/04/2021 11h13
Atualizado em 11/05/2021 11h25

O Espírito Santo é um celeiro de produtos de qualidade e que só são produzidos aqui. O Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) já concedeu o registro de Indicação Geográfica (IG) de Denominação de Origem (DO) para seis deles: a panela de barro de Goiabeiras, o mármore de Cachoeiro, o cacau de Linhares, o inhame de São Bento de Urânia, o socol de Venda Nova do Imigrante e o café do Caparaó.

Há, ainda, outros seis que estão na fila de análise: carne de sol de Montanha e região, a pimenta do reino do Norte do Espírito Santo, a pimenta rosa de São Mateus e região, o granito do Noroeste capixaba, o café das Montanhas do Espírito Santo e o conilon do Espírito Santo inteiro.

E 26 de abril é o dia de se comemorar o Dia Mundial da Propriedade Intelectual e todos os produtos que tiveram sua origem reconhecida. Para dar ideia da importância do selo, ele significa que aquele item específico só pode ser produzido naquela região. É como dar nome e sobrenome ao produto e atestar sua qualidade.

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Uma vitória para o capixaba foi a oficialização da marca Café do Caparaó, em fevereiro deste ano. É a a primeira IG do Espírito Santo na modalidade Denominação de Origem. O sonhado selo abrange café Coffea arábica em grãos verdes (grão cru), industrializado na condição de torrado e/ou torrado e moído, produzido na região do entorno do Pico da Bandeira, entre Espírito Santo e Minas Gerais.

A área geográfica da Denominação de Origem do Café do Caparaó envolve dez municípios capixabas e seis mineiros. Do lado do Espírito Santo temos Dores do Rio Preto; Divino de São Lourenço; Guaçuí; Alegre; Muniz Freire; Ibitirama; Iúna; Irupi; Ibatiba e São José do Calçado. Atravessando a fronteira mineira, temos: Espera Feliz; Caparaó; Alto Caparaó; Manhumirim; Alto Jequitibá; e Martins Soares. Os trabalhos tiveram início em 2014, capitaneados pelo Sebrae, Ifes (Campus Alegre), Incaper, Associação dos Produtores de Cafés Especiais do Caparaó (Apec) e prefeituras, com consultoria do Instituto Inovates.

O socol de Venda Nova (vídeo abaixo) também teve essa vitória em 2018. No exame do pedido de registro, feito pela Associação dos Produtores de Socol de Venda Nova do Imigrante (Assocol), os relatores registram a longa caminhada realizada desde julho de 2014 até a publicação da concessão. “Verificou-se que que o pedido apresenta os elementos que comprovam ter o nome geográfico ‘Venda Nova do Imigrante’ se tornado conhecido como centro de produção de socol”, concluíram os examinadores.

Conforme a publicação, a área compreendida pela Indicação Geográfica é composta por Alto Bananeiras, Bananeiras, Lavrinhas, Sede, Tapera, Alto Tapera, Santo Antônio da Serra e Providência. A delimitação da área ocorreu por serem esses o locais que, conforme esclarece o Inpi, concentram descendentes de italianos que historicamente fabricam e comercializam o produto. A conclusão do Instituto é baseada nos dados informados no pedido de registro.


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