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Cafeicultura


Família Venturim: tradição e engajamento com cafés desde 1882

A Safra ES entrevistou os cinco capixabas vitoriosos do Prêmio "Coffee of the Year" (Melhor Café 2018) para saber os segredos que os alçaram aos melhores do ano passado. Confira a terceira matéria da série!

Por Leandro Fidelis
22/01/2019 12h17
Atualizado em 23/01/2019 13h53

*Fotos: Wanda Ferrera e Jean Davies

A família Venturim soma 136 anos de história com a cafeicultura. Tudo começou com a chegada do primeiro imigrante italiano a pisar em Venda Nova do Imigrante, na região serrana, Amadeo Venturin, antepassado dos irmãos Isaac Bento, Lucas Henrique e Francisco Giovanni, dentre os cinco melhores cafés Conilon do Brasil no "Coffee of the year 2018".

Os Venturim se estabeleceram no distrito de São João de Viçosa, onde são conhecidos pelo hotel e restaurante às margens da BR-262. No início do século passado, Chico, filho de Amadeo, passou a explorar as terras desabitadas entre São Gabriel da Palha e São Domingos do Norte, então pertencentes a Colatina, para cultivar café. Segundo Lucas, a primeira escritura data de 1923.

Dando continuidade à tradição da família, os irmãos campeões comandam a Fazenda Venturim, em São Domingos. O Conilon se destaca pela inovação na oferta do fruto sem misturas, algo novo no mercado brasileiro e até mundial.

O produto é comercializado torrado e moído, torrado em grãos e em cápsulas compatíveis com o sistema Nespresso. Além das vendas via internet, os produtos estão disponíveis em cafeterias selecionadas no Estado.

Na avaliação de Lucas e Isaac, as vitórias na SIC 2018 são um divisor de águas para a qualidade do Conilon do Espírito Santo, Estado maior produtor nacional da espécie. “Cobramos das autoridades maior participação do Espírito Santo na feira. Estávamos com uma representatividade muito pequena nos anos anteriores”, afirma Isaac.

Um dos pontos favoráveis, completa Lucas, foi a avaliação técnica feita por profissionais capacitados para provar Robusta. “Até ano passado, o julgamento não era feito por provadores de Conilon. Cobramos isto, e a mudança deste ano deu mais consistência para o resultado final”.

Ainda segundo os irmãos, o espaço maior na feira para o Conilon coloca o Espírito Santo numa posição de destaque não só na produção, como também na qualidade. Um exemplo foram as cinco garrafas para os visitantes provarem café Conilon este ano, contra três de 2017.

“Isto vem mostrar que as pessoas estão curiosas para conhecer o trabalho feito no Estado. O pioneiro Espírito Santo está tomando de volta este lugar de destaque também na qualidade. O Estado exporta tecnologia para o mundo inteiro tanto de plantio como de pós-colheita, retomando este protagonismo na qualidade”, analisa Lucas Venturim.

Isaac vê como incentivo para outros produtores o aumento da quantidade de amostras de Conilon na SIC. “Estímulo para todos capricharem na produção de especiais, como já ocorre com o Arábica. Isto é bom para o produtor e para o consumidor, que vai ter a possibilidade de conhecer novos sabores e fazer suas próprias escolhas”, observa. “Quando o volume for maior, poderemos começar a separar as origens do Conilon. O céu é o limite!”, conclui Lucas.

*Amanhã você confere a quarta e última matéria da série "2018: o ano especial dos cafés capixabas"!


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