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Mecanização para regiões de topografias acidentadas do ES em pauta

Técnica que permite que o agricultor substitua as operações manuais pela mecanização foi apresentada durante a 1ª Expo Conilon em Marlândia

Por Rosimeri Ronquetti
24/09/2019 10h22
Atualizado em 27/09/2019 10h46

*Fotos: Rosimeri Ronquetti

A mecanização da colheita de café conilon em terrenos planos na região norte do estado não é mais novidade para os cafeicultores. Agora os olhos dos pesquisadores e produtores começam se voltar para mecanização em regiões de topografias acidentadas. O assunto foi tema da 1ª Expo Conilon, realizado no último dia 13, na Fazenda Experimental do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), em Marilândia.

Promovido pelo Incaper, em parceria com a prefeitura, o evento contou com palestras, Dia de Campo com apresentação de tecnologias para cafeicultura em regiões de topografia acidentada e entrega do 3ª Prêmio Conilon de Qualidade.

O pesquisador e coordenador de Café do Incaper e um dos idealizadores da 1ª Expo Conilon, Abraão Carlos Verdin Filho diz que o objetivo do evento é iniciar o trabalho de semi-mecanização e, em contrapartida, buscar alternativas para ajudar os produtores na otimização dos trabalhos nas regiões de topografias acidentadas.

“O objetivo de todo esse trabalho é iniciar o processo da semi-mecanização, pensando no terraceamento e outras pequenas máquinas que possam ajudar diminuir o custo e melhorar a vida do produtor rural. São trabalhos iniciais, ainda dependemos de pesquisas, mas é uma oportunidade para alavancar um novo momento para cafeicultura em regiões de declive”, destaca Verdin.

O engenheiro agrônomo especialista em trabalhos na mecanização da lavoura cafeeira e professor da Universidade Federal de Lavras, Fábio Moreira da Silva, apresentou em sua palestra o terraceamento, prática antiga no manejo de outras culturas aplicada com sucesso nos cafezais do sul de Minas Gerais.

“O que fazemos no sul de Minas é aplicável aqui. A maioria das práticas de solo e terraceamento se aplicam aqui. O que nós já temos de experiência com o conilon em regiões declivosas mostra que é possível fazer operações de pulverização, roçada e derriça, usando máquinas portáteis, isso já caracteriza o que nós chamamos de sistema semi-mecanizado”, salienta Fábio.


O terraceamento, também chamado de cultivo em terraços é, segundo Moreira, uma técnica agrícola empregada em terrenos muito inclinados, permitindo o seu cultivo e, simultaneamente, o controle da erosão hídrica. “A técnica pode ser aplicada antes ou depois da formação da lavoura. A máquina remove parte da terra e nivela as ruas entre os “talhões” de café. Em seguida o produtor deve permitir o crescimento do mato no local para cobrir o solo”, explica.

Entre as vantagens dos terraços, o professor destacou uma maior retenção de água no solo, operações manuais facilitadas, uma vez que o homem anda no plano, melhor fertilidade do solo, devido à formação de matéria orgânica após a roçada das gramíneas, e baixas temperaturas do solo.

Durante o Dia de Campo, os agricultores tiveram oportunidade de ver de perto a tecnologia aplicada na Fazenda Experimental do Incaper em uma área de café plantado há dois anos e meio com terraceamento feito logo em seguida, que já apresenta resultados positivos.

A afirmação é da pesquisadora Maria Amélia Ferrão. “No que diz respeito a mão de obra conseguimos fazer tudo praticamente mecanizado e esse é justamente o objetivo: reduzir a mão de obra, grande limitador para os cafeicultores.

Maria Amélia disse ainda que já tem produtores utilizando a tecnologia em áreas declivosas para o plantio do conilon em propriedades de diferentes municípios do Estado.

3º Prêmio Café de Qualidade

Pelo terceiro ano consecutivo, a Prefeitura de Marilândia, com apoio do Incaper, premiou os melhores cafés do município. O concurso contemplou os três primeiros colocados em duas categorias: Café de Terreiro e Estufa e Café de Secador. O prefeito Geder Camata diz que o cultivo do café tem um papel social e econômico muito importante para Marilândia e o concurso é uma forma de incentivar os produtores na busca constante por melhorias do café.

“A importância da cafeicultura para o nosso município é muito grande, tanto social quanto economicamente falando. O concurso foi uma das maneiras que encontramos para incentivar os produtores na busca por conhecimento e melhoria do seu produto por meio de tratos culturais e manejos adequados”, diz Camata.


Na categoria Café de Terreiro e Estufa, os vencedores foram: Sérgio Lorenzoni, com 77,38 pontos, Maria de Fátima Tamanhoni, com 76,88 e Brás Salvador Drago, com 76,13 pontos. Já na categoria Café de Secador, os vencedores foram os produtores: Antônio Eli Caldara, com 81,75 pontos, Lucas Celim Pereira com 80, e Osvaldo Altoé com 77.


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