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Cafés especiais


Casal faz terapia em cafés em São Gabriel da Palha

Confira a quarta e última reportagem especial da série sobre as origens dos cafés do Espírito Santo

Por Leandro Fidelis
28/01/2020 11h18
Atualizado em 14/02/2020 19h20

*Fotos: Divulgação

Teriam as lavouras os mesmos órgãos vitais dos humanos? Para a agricultora e terapeuta holística Jocelina da Penha Araújo e o marido, Gilmar Cuquetto, associados à Cooabriel, em São Gabriel da Palha, a saúde dos pés de conilon merece igual atenção dedicada à gente de carne e osso.

Agricultora “desde que nasceu”, Jocelina conta que soube da aplicabilidade da terapia em plantas em um curso que fez em Minas Gerais.

“Como amo coisas naturais, daí pensei: quero isso! Sempre fui contra veneno em plantação e excesso de adubo”, diz.

Jocelina defende que a terra é um organismo vivo, cujo funcionamento é o mesmo dos órgãos humanos, a exemplo do coração, do estômago e intestino.

Por conta disso, ela mapeia toda a plantação de café para conhecer as necessidades de cada planta (pontos positivos e negativos) e depois aplica técnicas como radiestesia e homeopatia para restabelecer o equilíbrio energético. Até orações fazem parte do tratamento pela saúde dos pés de café.


“Esta é minha história com a cafeicultura. Existem vários cafeicultores que aplicam a terapia, mas ninguém quer revelar os segredos”.

A terapia prioriza uma área com 26 mil pés de café. A lavoura não chega a 200 metros de altitude e, de acordo com Jocelina, o diferencial é o acompanhamento das plantas desde que ainda eram mudas.

As técnicas terapêuticas são uma parte do trabalho do casal com as lavouras de conilon, desde então um termômetro para saber se valia a pena em termos de qualidade.

“Logo de cara faturamos o primeiro lugar do concurso da cooperativa na categoria Natural. No segundo ano concorrendo, novamente ficamos entre os dez primeiros colocados. Os cafés dos dois terrenos ao lado, sem aplicação da técnica, nunca se classificaram”, conta Jocelina.

O marido da agricultura ficou desconfiado no início, mas hoje é um defensor da terapia nos cultivos de conilon.

“Eu não acreditava muito, mas depois dos resultados levei a sério e quero continuar para produzir cafés com mais qualidade”.



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