Sex, 21 de Fev
×

Busca

Cafés especiais


Mudança de rota- parte 1

Em duas décadas, café capixaba deixou para traz o posto de pior café do mundo e se transformou em um dos melhores e mais premiados da atualidade. Confira primeira parte da reportagem especial!

Por Rosimeri Ronquetti
7/02/2020 19h09
Atualizado em 19/02/2020 17h27

*Fotos: Leandro Fidelis/Arquivo Safra ES

Quando o assunto é a produção de café no Espírito Santo estamos falando da mais tradicional e importante atividade agrícola capixaba. Ainda em 1850 já era notável, segundo dados do Centro de Comércio de Café de Vitória (CCCV), a importância da cultura para economia do Estado. Atualmente, o Espírito Santo ocupa o segundo lugar do país na produção de café e está presente em praticamente todos os municípios.

Para além de todo contexto social e econômico, o capixaba tem uma relação especial com a produção de café. Relação essa que passa de geração em geração e, por meio da união de diversos atores, tirou o Estado do ranking de pior café do mundo, posição ocupada até o final da década de 1990, para um dos melhores e mais premiados do país na atualidade.

Uma das testemunhas dessa trajetória é o cafeicultor Tarciso Maria de Lacerda, 65 anos, do Sítio Pedra Menina em Dores do Rio Preto, no Caparaó capixaba.

“Eu vivi essa história. O nosso café era tido como pior do país. Os compradores viam compravam nosso café e levavam para Vitória. Lá eles tiravam o que era melhor e levavam para o sul de Minas para vender como se fosse de lá. Quando passavam da divisa de Minas, tiravam a carga do caminhão com placa por Espírito Santo e trocavam por um com placa de Minas e iam para São Paulo, ou para embarcar no porto, como se fosse de lá. Se percebessem que era do Caparaó devolviam. Nosso café passava como do sul de Minas, isso aconteceu até lá pelo ano 2000”, relata Lacerda.

*Foto Reprodução/Bruno Lavorato

Essa não era apenas a realidade do Caparaó. Produtores da região das montanhas também enfrentavam dificuldades em relação à qualidade do café produzido. O engenheiro agrônomo Fabiano Tristão Alixandre, especialista em Cafeicultura do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), em Brejetuba, conta que o Espírito Santo era conhecido no mundo inteiro como o produtor de café “Rio Macaco”, nome usado para os piores cafés.

“O mundo conhecia o Estado como produtor de cafés ruins. Os piores cafés que existiam eram tachados como os do Espírito Santo. Nosso café era conhecido na época como café Rio Macaco, café de qualidade inferior”, explica Tristão.

No norte do Estado, região com tradição no cultivo de café conilon (Coffea canéfora), a espécie chegou a ser considerada veneno e a comercialização era feita com base no tipo físico dos grãos produzidos. “O café conilon foi tido por especialistas durante muito tempo como café de baixa qualidade e até mesmo como veneno, por um período. Até a década de 1990, a qualidade do grão estava vinculada ao melhor tipo físico do café, de acordo com a tabela de classificação feita para identificar e quantificar os defeitos no café, como grãos preto, verde, ardido e impurezas, como pedras e cascas”, relata o vice-presidente da Cooperativa Agraria dos Cafeicultores de São Gabriel (Cooabriel), Antônio Joaquim de Souza Neto.

Café das montanhas, o início de tudo

Na década de 1990 o mundo já falava em cafés especiais, com maior valor agregado, e alguns estados brasileiros, como Minas Gerais, já aproveitavam essa oportunidade. Os cafeicultores da região das montanhas iniciaram, então um debate juntamente com o Incaper sobre a produção de cafés de qualidade e, em 1997, foi criado o programa Estadual para Produção de Cafés de Qualidade das Montanhas do Espírito Santo. O objetivo era incentivar os produtores para cultivo de café especial e mostrar ao mercado que o Estado podia produzir café de qualidade.

O casal Gelson Bissoli e Josane Lima são referência em Vila Pontões (Afonso Cláudio).


O programa foi uma iniciativa do setor produtivo e contou com o apoio de diversas instituições, entre elas: Incaper, Sistema OCB, Secretaria de Estado da Agricultura (Seag), Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e o Centro de Desenvolvimento Tecnológico do Café (Cetcaf).

Cerca de um ano após o lançamento do programa foi criada a Associação de Produtores de Cafés de Qualidade da Região das Montanhas (Pronova). Fabiano conta que nessa época cerca de 80% do café produzido realmente não tinha boa qualidade, mas 20% eram de qualidade, porém faltava informação e foi a partir daí que teve início um trabalho que estimulou os produtores e fez o café capixaba chegar ao patamar que está hoje.

“Naquela época, 80% da produção era realmente de baixa qualidade, mas 20% eram de boa qualidade. Com informação e técnicas adequadas foi possível mudar essa realidade. A criação do programa de qualidade e da associação foi o pontapé inicial para os trabalhos de análise sensorial, classificação física dos cafés, treinamento de técnicos em processamento de colheita e pós-colheita, treinamento de produtores, introdução de tecnologias como terreiro coberto, descascadores e secadores, além da participação em feiras, congressos e seminários. Dessa forma foi possível mostrar para as outras regiões e para o mundo que, sim, poderíamos produzir cafés finos e especiais. Todo esse movimento impulsionou os produtores nessa busca e fez o café capixaba chegar ao patamar que está hoje”.

O cafeicultor Gelson Bissoli, morador do distrito de Pontões em Afonso Cláudio, lembra que nessa época seu pai, Guarani Bissoli, hoje falecido, aderiu de imediato a novidade. “Nós fomos os primeiros do Estado a produzir cafés especiais no programa de melhoria dos cafés das montanhas do Espírito Santo. Foi sem dúvida uma mudança radical. Saímos de um café commodity para um café de qualidade. Essa mudança não foi apenas na produção do café, mas na qualidade de vida dos produtores e suas famílias”, destaca o produtor.
O sentido que fica para ele é o orgulho pela iniciativa do pai. “Sinto muito orgulho do meu pai por ele ter acreditado em um trabalho tão importante que mudou a trajetória dos cafés do Espírito Santo”.

Fabiano Tristão.


Passando a limpo a história do café especial do Caparaó

Por volta dos anos 2000, quando a região das montanhas já fazia café de qualidade, incentivado pelo programa lançado em 1997, movimento semelhante já tomava conta da região do Caparaó. Tarciso Maria de Lacerda conta que os produtores da região começaram a ouvir no rádio que o café do Sul de Minas era vendido por um preço melhor do que eles comercializavam e perceberam haver algo errado.

“Nós começamos a ouvir no rádio que o café do sul de Minas valia mais de que o nosso, mas como, se o nosso café passava como se fosse de lá e o preço pago pelo nosso era menor? Foi aí que começamos a descobrir que essa história que o nosso café era ruim não era verdade”, relembra Lacerda.

João Batista Pavesi Simão, professor do Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes) campus de Alegre e orientador da Caparaó Jr., empresa júnior que presta serviços de agronomia e consultorias a atividades agrícolas voltadas para a cafeicultura, diz que o café da região sempre foi bom, mas os compradores escondiam isso dos produtores “Sempre teve café bom na região, mas os compradores locais escondiam isso dos produtores e quem ganhava dinheiro com os cafés eram os compradores”.

Os produtores começaram então a buscar compradores de fora e trouxeram para a região para avaliar o café. “Essas pessoas viram a qualidade do nosso café e começaram a pagar por isso, foi aí que paramos de vender para Vitória e passamos a vender para o Sul de Minas com até 25% a mais do que os compradores daqui pagavam”, conta Tarciso.

Em 2012, José Alexandre Abreu de Lacerda, do Sítio Forquilha do Rio, no Distrito Pedra Menina, após participar de três concursos de qualidade na cidade mineira de Muriaé, foi primeiro lugar no concurso nacional Micro Lote Abic, promovido pela Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic). “Esse feito foi uma grande e boa surpresa para todos, inclusive para o Governo do Estado. Depois disso é que os trabalhos de melhorias e qualidade em processos de colheita e pós-colheita foram intensificados no Caparaó”, lembra Pavesi.

José Alexandre Lacerda.


José Alexandre Lacerda explica que o interesse pelos cafés especiais surgiu quando viram a vocação da região de montanhas. “Visitei a região e percebi que é muito parecida com o Caparaó, devido às montanhas e à maturação desuniforme do café, e procuramos ajuda do Incaper para fazer o mesmo”, diz o cafeicultor que tem na família cinco títulos nacionais, três Abic e dois “Coffee of The Year” na Semana Internacional do Café (SIC).

Em 2013, incentivados pelo feito de José Alexandre, iniciou-se um trabalho de investigação do arábica para saber onde poderia ter café especial. Entidades como: Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), institutos federais do Sul de Minas e de Química do Rio de Janeiro se juntaram e logo começaram a dar resultados.

Em 2014, de 110 amostras 93 deram especial com o pós-colheita feito todo no mesmo local. Em 2015, de 110 amostras 91 deram especial.
Pavesi relata que todo esse trabalho, mais a participação em eventos como a SIC, começou a despertar o interesse dos compradores até mesmo de fora do Brasil.

“Tudo começou tentando gerar credibilidade, reconhecimento de qualidade e confiabilidade ano após ano de produção de café especial. E quando você dá notoriedade, você atrai os olhares e traz compradores de fora e foi isso que aconteceu. Começaram a chegar compradores, inclusive delegações de outros países e reconhecer o valor dos nossos cafés. Com isso, os grandes compradores da região começaram a acordar para essa valorização para não perder esse mercado”, comenta o professor.

Professor João Batista Pavesi.


O caminho para o conilon de qualidade

Em 2010, com a aprovação do protocolo internacional para analise sensorial de robustas finos pelo Institute Quality Coffe (CQI), foi possível mensurar e pontuar os cafés conilons assim como já era feito com o arábica. Começava a busca, dentro dos lotes de conilon, por doçura e acidez, itens trabalhados dentro do protocolo de pontuação.

O extencionista e degustador do Incaper Tássio da Silva de Souza diz que, após essa aprovação, começaram os estudos para ver o que influencia de fato os aspectos sensoriais do conilon e viram que era possível aplicar, na espécie, muito do que era feito com o arábica.

“Assim surgiu o conilon cereja descascado e a definição de variedades específicas para produção de cafés especiais e cafés com notas mais elevadas. Até então, o conilon era bastante desacreditado e não se tinha um mercado especifico, já tinha fama de um café que não apresentava padrão sensorial”, relata o degustador.

Irmãos Venturim. (*Foto: Divulgação)

Na SIC de 2013, um fato inusitado ajudou na mudança desse cenário descrito por Tássio. Uma amostra de robusta, produzida no sul do estado, foi colocado em meio a outras amostras de arábica do mundo todo para ser avaliada às cegas pelos provadores, sem saber de fato o que tinha na mesa.

Para surpresa de todos, entre vários lotes de arábica, o lote de robusta ficou em 4ª lugar. “Isso quebrou vários mitos e paradigmas. Os provadores renomados, de várias partes do mundo, encontraram acidez e doçura, atributos que fizeram o conilon ser melhor que vários arábicas em teste. Considero esse fato de 2013 um marco histórico para evolução e reconhecimento do conilon de qualidade no sul do estado”, diz o extensionista do Incaper.

Tássio diz que a partir daí se intensificaram os estudos e pesquisas para inserir o conilon no processo de qualidade. “Esse movimento todo vem por conta de todo aparato tecnológico ter vertido os olhos para qualidade de café. São novas variedades que permitem pontuações mais elevadas, o trato cultural, que possibilita ter frutas de boa qualidade e toda tecnologia de pós-colheita, trazida dos arábicas, que vem surtindo bons efeitos nos conilons especiais”, conclui.

O dono da amostra em questão é o produtor Luiz Claudio de Souza, do Sítio Grãos de Ouro, na comunidade Morgado de Muqui, por ventura o mesmo produtor bicampeão do Coffe of the Year, 2018 e 2019, na SIC.

Tássio de Souza (Incaper)

No norte do Estado, o saudoso Dário Martinelli, principal incentivador da produção de conilon na região, foi também um dos precursores do café de qualidade. Em 2001, Dário instalou uma unidade despolpadora em sua propriedade localizada no Córrego Poção, em Nova Venécia, onde recebia a visita de técnicos e produtores de toda região que viam conhecer a novidade.

O filho de Dário, Francisco de Paula Gomes Martinelli, lembra que, assim como os produtores resistiram ao cultivo do conilon após a erradicação do arábica, também resistiram ao processo de qualidade, mas isso vem mudando com o passar dos anos.

“No início houve grande desconfiança por parte dos produtores e também dos demais participantes da cadeia produtiva do café. Isso também aconteceu no processo de busca pela qualidade, a desconfiança por parte dos produtores era grande. Isso vem mudando com o passar dos anos. A divulgação das técnicas e os concursos de qualidade, ajudam a mudar essa realidade”, diz o cafeicultor.

Um exemplo do que diz Francisco é o cafeicultor Aldair Batista Borges, do Sítio Recanto, no Córrego São Pedro em Alto Rio Novo, região noroeste do Espírito Santo, que há cinco anos produz café de qualidade. “Sempre ouvi que conilon não tinha qualidade, mas de um tempo para cá isso vem mudando muito. Tenho recebido muita informação sobre o assunto em palestras e dias de campo promovidos pela Cooabriel e mudei essa concepção”, diz. Este ano, Aldair ficou em primeiro na categoria Conilon Natural, no Concurso Conilon de Excelência Cooabriel, com 83,5 pontos.

Diferente do Aldair que está aos poucos aderindo a ideia do conilon de qualidade, Lucas Venturim e seus irmãos cresceram ouvindo o pai defender a espécie. “Meu pai sempre disse que nem todo arábica tem qualidade só aquele colhido madurinho que passa por uma secagem criteriosa fica especial. Ele colocou essa ideia na nossa cabeça desde cedo, que nós tínhamos que acreditar em um conilon que, se fosse bem feito ele também daria bebida boa”, conta Lucas.

Em 2007, após um longo período de planejamento, os Venturim tiraram do papel o projeto de produção de cafés de qualidade e, em 2012, iniciaram o processo de despolpamento. Hoje, todo café produzido na fazenda da família, em São Domingos do Norte, é despolpado e feita a separação dos grãos verdes e boia, que representa cerca de 20% da produção, 80% são especial.

Em 2018, o café Venturim teve três amostras entre as cinco melhores do país no “Coffee of the Year” e, em 2015, ficou em 2ª lugar concurso de Qualidade do Café Conilon Nescafé. Em 2019, os irmãos ficaram em 1º lugar no Concurso de Micro Lotes Nestlé.

Lavoura de conilon no norte do ES. (*Divulgação)


Qualidade nos municípios

No intuito de incentivar os produtores na busca por melhores cafés, municípios capixabas, de norte a sul, realizam mostras e concursos de qualidade. Este ano foram distribuídos aproximadamente R$ 200 mil reais em prêmios, entre as variedades Conilon e Arábica, em 23 municípios do Estado.

Conceição do Castelo, na região serrana, há 11 anos faz o concurso. O secretário Municipal de Agricultura e Meio Ambiente, Odair José Milagre, explica que, no passado, quando o concurso começou, o objetivo era a valorização do café e a busca por melhores preços e desde então a qualidade do grão produzido no município melhorou significativamente.

“Sempre buscamos a valorização do produtor e, consequentemente, a busca por um mercado que pague mais por esse produto. O concurso é, sem dúvida, um meio de divulgação dos cafés e de destacar os produtores. Hoje, a maior parte dos cafés produzidos aqui são de qualidade e acreditamos que isso se deve à visibilidade proporcionada pelos concursos”, esclarece o secretário.

Produtores como Celso Zambom Maranguanhe, do Sítio Mata Fria, na comunidade Mata Fria, vencedor na categoria Arábica do concurso do ano passado. Celso sempre trabalhou com café, mas só a partir de 2016 começou a produzir com qualidade e participar de concursos. “O concurso é muito importante para dar visibilidade ao nosso café e para expandir nossos negócios. Por meio do concurso é possível conseguir melhores preços e é disso que precisamos, vender nosso café com um preço mais justo, uma vez que nosso custo de produção é muito alto”, diz.

Em relação ao preço, Celso disse ainda que já conseguiu negociar o valor da saca até 100% a mais que o café comum e em 2018 conseguiu exportar parte da produção. Conceição do Castelo produziu, em 2018, 150 mil sacas, destas 100 mil de arábica e 50 mil de conilon.
Da região serrana, com tradição na produção de cafés especiais para Pinheiros, no extremo norte do Estado, onde pouco se ouve falar em cafés de qualidade. Este ano, a prefeitura do município, em parceria com o Incaper e iniciativa privada, fizeram o 1ª Concurso de Café Conilon de Pinheiros.

O extensionista do Incaper em Pinheiros Antonio Locatelli diz que há dois anos vinha tentando fazer o concurso, mas o trabalho com os produtores começou bem antes. “Ensaiamos fazer esse concurso desde 2017 e só em 2019 conseguimos, porém, o trabalho com os cafeicultores começou bem antes. Há quatro ou cinco anos estamos fazendo um trabalho em termos de conhecimento e incentivo para busca de qualidade do café produzido aqui”, enfatiza.

O cafeicultor Allan Caliman, ganhador do 1º Concurso de Conilon de Pinheiros nunca pensou em fazer café de qualidade na região até começarem os trabalhos do Incaper, mas já percebeu que esse é um caminho sem volta. “Para mim foi uma surpresa ficar em primeiro lugar. Nunca tive intenção de produzir café de qualidade, mas já mudei de opinião e acredito que esse é um caminho sem volta”, salienta o cafeicultor.

Com uma área plantada de 18 hectares, entre café produzindo e em formação, no Córrego Jacutinga, distante 10 km da cidade, Allan diz que o principal retorno da premiação foi a visibilidade do concurso. “Depois que ganhei o concurso, a Nestlé nos enxergou. Enviaram técnicos para acompanhar e orientar os trabalhos nas nossas lavouras, ou seja, já temos um apoio que antes do concurso não tinha”.

Vista da cidade de Marilândia.

Outro município da região norte com pouca tradição em cafés de qualidade que também resolveu incentivar os produtores por meio dos concursos foi Marilândia.

“Há três anos realizamos junto ao Incaper o Concurso de Qualidade do Café Conilon de Marilândia e, desde então, nossos produtores passaram a produzir um café de melhor qualidade. O concurso, além de mostrar o potencial de produção dos nossos agricultores, tem também como objetivo apresentar ao homem do campo as principais tecnologias disponíveis, para melhorar as condições de trabalho e rendimento do serviço na produção de café conilon”, explica Geder Camata, prefeito de Marilândia.

Sooretama há vários anos figura entre os três maiores produtores de conilon do Estado e, em 2019, pela primeira vez, resolveu fazer o concurso. Tiago Camiletti produz café de qualidade e tomou a iniciativa de buscar parcerias com o Incaper, prefeitura e iniciativa privada, para realização do evento.

“Eu já faço café de qualidade aqui no município e sei que nosso café tem potencial, por isso a iniciativa de fazer o concurso. Quero trazer para o município os incentivos que o concurso proporciona e relevar o potencial que Sooretama tem, podendo brigar de igual para igual com os melhores cafés do Estado e do país”, destaca Camilete.

Tiago Camiletti. (*Foto: Divulgação Nescafé)


Comentários Facebook

Entre em contato


28 3553-2333
28 99976-1113
jornalismo@safraes.com.br

Acompanhe-nos nas Redes Sociais


SafraES

© 2018 SafraES.
Todos os direitos reservados.

© 2020. Todas as postagens do site SAFRA ES podem ser reproduzidas gratuitamente, apenas para fins jornalísticos, mediante a citação da fonte: Site Revista SAFRA ES.
Produção / Cadetudo Soluções Web