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Renata Erler

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Covid-19 acelera o agronegócio para a era digital, mas as ações políticas precisam acompanhar.

20/05/2020 15h36
Atualizado em 21/05/2020 17h05

Somos o país do agronegócio e carregamos as expectativas do mundo neste setor, e com este protagonismo, é chegada a hora dos nossos governantes entenderem esta colocação de essencialidade no planeta, e melhor posicionar o setor em suas políticas públicas.

A produção brasileira não perde em nada a dos concorrentes diretos, pois pautada em pesquisa e tecnologia, e com a profissionalização que invade o campo nos últimos anos, possibilita produzir mais e melhor, sempre, o tempo todo, ano a ano, os números provam.

Em 1975 a produção de grãos no Brasil era de 38 milhões de toneladas, e apenas 45 anos depois, temos uma produção de grãos de 250 milhões de toneladas, e tudo isso em uma área que corresponde a 8% do território nacional.

Quanto a produção animal, o rebanho dobrou de tamanho chegando a 213,8 milhões de cabeças nesse mesmo período, e mesmo assim, analisando o período de 2000 a 2019, existe uma redução de 12,3%, nas áreas de pastagens.

Ou seja, faz-se muito mais com menos, resultado do uso incessante de novas tecnologias, como o IATF, seleção genética, uso de adubo em pastagens, suplementação e etc., soma-se a isso a presença cada vez mais perene de profissionais capacitados no campo, e o resultado é a constante busca por aperfeiçoamento das técnicas de plantio, cultivo, colheita e criação.

E o Covid-19 escancarou a nossa importância para o planeta, vez que, com a queda de mercados concorrentes, o planeta está cada vez mais dependente da nossa exportação.

Todo este cenário, ou seja, o que já vinha sendo feito e o aumento abrupto da demanda, levou os produtores a intensificarem ainda mais e de forma mais rápida a implantação da era digital nos seus negócios.

Ao reboque, levou empresas de tecnologias a aperfeiçoarem plataformas digitais de agricultura de precisão e gestão agrofinanceira, sistemas de controle de rebanho com identificação individual via chip, ferramentas que medem o peso dos animais por imagem, gestão de rebanho com controle zootécnico e financeiro, dentre outros.

Apenas nestes exemplos que já estão sendo utilizados pelos produtores, consegue proporcionar uma economia de até 60% do uso de água e 30% no uso de energia necessária para a irrigação, posicionamento geográfico, distância percorrida, temperatura corporal dos animais, analisar ganho de peso sem necessidade de balança reduzindo movimentação do gado na fazenda.

No entanto, a conectividade do campo ainda é precária, pois em muitas regiões ainda não se tem acesso a redes de telefonia, muito menos, conexão com a internet, e é aqui, que entra a importância dos nossos governantes tratarem o agronegócio da forma que merece, pois sabemos que somente com força política resolvemos as questões fora da porteira.

Estamos entrando na era da fazenda HI Tech no Brasil, com as devidas capacitações e tecnologias disponíveis, mas existem entraves que não estão dentro da porteira, e o agronegócio precisa agora, e daqui por diante, de atenção dos nossos governantes de acordo com a importância do setor para a economia brasileira e mundial.


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