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Como coletar amostras do solo para análise

Por Laboratório Água Limpa
28/07/2020 18h28
Atualizado em 31/07/2020 16h54

Foto: Divulgação

Realizar a análise do solo é fundamental porque é através dela que se pode avaliar a qualidade do solo. De acordo com os resultados, é possível averiguar a fertilidade do solo e realizar a intervenção química necessária.

A análise do solo permite, assim, monitorar os nutrientes no solo, realizar o uso de adubos com eficiência e eficácia, além de desenvolver programas de correção e adubação do solo. Isso garante, consequentemente, melhor produtividade e maior lucratividade das plantações.

As amostras de solo

Uma amostra é uma pequena porção de terra que contém as características do solo, sendo possível representá-lo nas análises. Como ela é relativamente pequena diante de toda a extensão do solo, essa amostragem deve ser retirada de forma técnica e correta, para que os dados correspondam à realidade de todo o terreno.

Tipos de amostra

Existem dois tipos de amostra de solo:

  • Amostra simples, que é cada porção de terra retirada de apenas um ponto da área. É mais recomendada para a classificação do solo do que para a avaliação de sua fertilidade.
  • Amostra composta, que é a mistura homogênea de várias amostras simples. Cada amostra composta deve ter no mínimo 15 amostras simples. Esta é a recomendada para a análise da fertilidade do solo.

A época para realizar a coleta de amostras

As amostras podem ser coletadas em qualquer época do ano, mas o momento ideal para retirar as amostras de solo é no início do período de seca, na estação do outono ou inverno, aguardando pelo menos 60 dias após a última parcela de adubação ou quatro meses antes do plantio.

Frequência da realização de amostragem

A coleta de amostras de solo para análise deve ser feita anualmente. Nos casos em que os solos apresentam problemas de fertilidade, recomenda-se que a amostragem e a análise sejam feitas com maior frequência.

Materiais e ferramentas para coletar as amostras

Você vai precisar de:

  • trados ou enxadão
  • balde plástico
  • saco plástico

Passo a passo para retirar as amostras de solo

  1. Divisão do terreno:
    A propriedade deve ser separada em glebas ou talhões homogêneos, considerando os seguintes aspectos: tipo de solo, cor, textura, posição topográfica, cultura ou vegetação anterior, idade das plantas, erosão, drenagem e histórico do solo.
    Separe a área, de modo que cada gleba tenha no máximo 20 hectares.
    Faça a identificação de cada gleba.
  2. Coleta das amostras simples:
    Caminhe em zigue-zague por todo o terreno para a coleta das amostras simples ou subamostras. De cada gleba homogênea, deve-se coletar de 15 a 20 amostras simples para a composição das amostras compostas. Um número maior de pontos de coleta proporcionará uma análise que reflete melhor toda a área do terreno, gerando resultados com maior representatividade.
    Lembre-se de não coletar amostras em locais que possam alterar os resultados, tais como: formigueiros, depósito de adubo, esterco, calcário, palha ou qualquer material orgânico, perto de casas, estradas ou sulcos de erosão.
    Com o trado, retire as amostras simples com uma profundidade de até 20 cm.
    Reserve a terra retirada em um balde plástico limpo.
    Repita o procedimento para a coleta de todas as outras subamostras. Lembre-se de retirar de cada um dos pontos de coleta a mesma quantidade de terra para cada amostra.
    Agora misture as amostras simples coletadas de diversos pontos de uma gleba até que fique bem homogêneo, a fim de que forme a mistura composta.
  3. Preparação para o envio da amostra composta ao laboratório:
    Da mistura composta no balde, retire 300 gramas, transfira para um saco plástico limpo e embale bem. Depois repita todo o processo de amostragem em outra área.
    Faça a correta identificação da amostra de solo no saco plástico, contendo informações como: nome do proprietário, propriedade, gleba amostrada, profundidade da coleta do solo e data.
    É importante também que o proprietário tome nota e guarde o número de cada amostra e o local de onde o solo da amostra foi retirado. Tenha junto um mapa da propriedade, identificando as glebas amostradas. Assim, é possível acompanhar a evolução da fertilidade do solo a cada ano.
    Devidamente identificadas, as amostras devem, por fim, ser enviadas ao laboratório.


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