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'Lives' aumentam o potencial de negócios no agro

Videoconferência: segundo o diretor da SNA, Marcos Fava Neves, empresas estão priorizando a área digital até mesmo para salvar ou preservar seus negócios

Por Sociedade Nacional de Agricultura
21/05/2020 17h33
Atualizado em 27/05/2020 20h51

(Foto: *Pixabay)

O isolamento social provocado pela pandemia do novo Coronavírus colocou em evidência eventos e reuniões que são transmitidos online. Em vários setores, as “lives” na internet são cada vez mais utilizadas, inclusive no campo dos negócios, facilitando o contato entre empresas e clientes. No agro, essa ferramenta também ganha importância.

“Plataformas comerciais foram criadas e muitas empresas estão montando suas áreas digitais, e tudo isso em um curtíssimo intervalo de tempo, até mesmo para salvar ou preservar os negócios”, afirma Marcos Fava Neves, diretor da Sociedade Nacional de Agricultura (SNA) e professor da USP/Ribeirão Preto e da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Segundo ele, as “lives” são “uma nova forma de relacionamento com o público alvo, e está se tornando uma importante ferramenta de comunicação para as empresas do agro que precisam falar com produtores, consumidores, etc., com a vantagem de ser bastante democrática e confortável, apesar de não favorecer o contato pessoal”.

Neves lembra ainda que o trabalho realizado em casa (‘home office’), em razão do isolamento social, favoreceu uma adaptação muito rápida das pessoas em relação às plataformas de encontros não presenciais. “A produtividade ficou maior e a necessidade de deslocamento praticamente desapareceu. Essas mudanças são impactantes para os negócios. Agora temos de refletir como será esse novo comportamento após a pandemia”.

Aplicativos

Diante de um cenário onde a produção agrícola não parou, proprietários rurais têm usado aplicativos para, inclusive, comercializar seus produtos, com economia de custos.

“Plataformas como o YBY online, por exemplo, tem proporcionado redução de custos ao permitir negociação direta sem comissão de intermediário. Mais do que isso, essas plataformas vem ajudando a aproximar produtores de compradores, no Brasil e no mundo, permitindo aos primeiros exporem seus produtos, preços e capacidade de atendimento”, destaca Márcio Sette Fortes, diretor da SNA e professor do IBMec.

Para o pequeno produtor, menos capitalizado, observa Fortes, “a ferramenta é relevante, na medida em que permite expor seus cultivares a custos módicos, sem sair do lugar, bem como receber encomendas, fechar a venda e concluir a transação na própria plataforma. Isso gera um registro digital da venda que, em caso de litigância, possui valor legal para a parte que, por ventura, possa se julgar lesada”.

Com relação aos médios e grandes produtores, que já possuem canais estabelecidos, o diretor da SNA afirma que as plataformas representam “mais um argumento à disposição, para negociar a safra colhida, armazenada ou ainda os excedentes comercializáveis”.

Segundo Fortes, o formato das “lives” acelera a troca de ideias e, inclusive, “facilita a submissão de pleitos aos
gestores governamentais convidados às reuniões”.

O agrônomo e diretor executivo da Geoplan, Cristiano Gotuzzo, também concorda que o modelo fortalece o relacionamento com clientes e produtores rurais. “Eles passam a nos conhecer melhor, tanto que há vários contatos pós-live, para obter mais alguma informação, mas também com o objetivo de contratar o serviço da empresa”.

Interação

Além disso, Gotuzzo acredita que “é um formato que provavelmente veio para ficar, principalmente porque, além de reduzir muito os custos operacionais, estimula uma interação maior por parte dos participantes que, muitas vezes ficam inibidos quando o encontro é presencial. “E todos acabam aprendendo e debatendo os assuntos de forma mais ativa”, ressalta o agrônomo.

Nesse contexto, analistas observam que assuntos técnicos como Integração Lavoura Pecuária (ILP) e manejo de pastagens têm chamado a atenção nos encontros virtuais, assim como o controle biológico com o uso de drones, cursos a distância, entre outros temas.

No âmbito geral, torna-se evidente a preocupação dos representantes do agro em promover seminários online para debater os efeitos do Coronavírus no setor e traçar possíveis cenários pós-Covid 19.


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