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Cotação do café em Nova York devem alcançar 115 cents/lb em 2020, diz Rabobank

Por Conselho Nacional do Café
12/11/2019 11h18

(Foto: *Assessoria de Imprensa)

Os preços do café na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) devem reagir em 2020, na projeção do analista sênior do Rabobank, Guilherme Morya. Em apresentação no Encontro Nacional da Indústria de Café (Encafé), na Bahia, ele afirmou que, para 2020, a libra-peso pode ser negociada a 115 centavos de dólar. Atualmente, a libra-peso é cotada em cerca de 109 centavos de dólar. A reação viria principalmente no segundo semestre do ano. “Nossa posição é mais positiva para o mercado de café porque vemos déficit no ano que vem”, disse ele. A previsão do Rabobank é que no próximo ano a demanda global supere a oferta em 4,2 milhões de sacas de 60 quilos, revertendo superávit na temporada anterior.

O motivo para o déficit é a quebra de produção em algumas regiões produtoras, como América Central. "Quando pegamos a região - Nicarágua, Honduras, Costa Rica, Guatemala, El Salvador, podemos colocar México nesse balaio também - acreditamos em queda de 6% de produção do grupo", afirmou ele, em entrevista após a apresentação. A queda de produção nos países africanos também deve ser expressiva. O banco projeta que haja desinvestimento no setor em diversos países em decorrência dos baixos preços dos últimos anos. "Tirando Brasil e Vietnã, todas as regiões sentem esse impacto", disse ele. Vietnã e Brasil, os dois maiores produtores globais, conseguem conviver por mais tempo com os patamares baixos das cotações já que têm custos de produção menores.

Para o curto prazo, no entanto, Morya vê menos espaço para reação de preços. "No curto prazo, somos céticos com galopada de preço para cima. Acreditamos que 103 cents, 105 cents a libra-peso é um preço razoável, porque teremos fluxo maior de café da Colômbia, das Américas. Mas, olhando um range mais longo, os baixos preços devem influenciar a produção de café."

O analista lembrou que, desde 2017, os preços do café vêm tendo queda vertiginosa, tanto no Brasil quanto nas bolsas. Ele vê o Brasil sendo um dos responsáveis pela queda, já que as instituições apontaram safra recorde em 2018 - último ciclo de alta - e, para 2019/20, a projeção do Rabobank é de 57,6 milhões de sacas, uma produção expressiva para ciclo de baixa. "A produção volumosa de 2019/20 no País não é tanto por causa do arábica, é mais pelo conilon. Rondônia e norte do Espírito Santo tiveram produções boas e o conilon compensou a queda no arábica", afirmou. Ele mostrou, também, que em quase todos os meses deste ano a exportação brasileira foi a maior da última década.

Já a perspectiva para o consumo no País em 2019 é de crescimento de cerca de 3,5% em 2019 ante as 20,8 sacas consumidas em 2018. "Muitos investimentos foram feitos para formatos de consumo dentro do lar, e empresas não especialistas em café, como Havana, Brasil Cacau, investem para consumo fora do lar", disse. "No mercado brasileiro, temos também a recuperação econômica."


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