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Forte oscilação dos preços do café desaquece negócios no Brasil

Por Conselho Nacional do Café
11/06/2019 21h05

Reprodução

A forte volatilidade dos preços dos cafés arábica e robusta neste início de junho tem afastado agentes do mercado e, consequentemente, reduzido a liquidez doméstica. Esse cenário interrompeu o bom ritmo de negociações que foi observado no final de maio, quando os preços estavam avançando com intensidade.

A oscilação foi elevada especialmente para o arábica. Enquanto no dia 4 de junho o Indicador CEPEA/ESALQ do tipo 6 bebida dura para melhor atingiu R$ 427,58/saca de 60 kg, o maior patamar diário desde 6 de fevereiro deste ano (IGP-DI de abril/19), no dia seguinte, caiu para R$ 403,57/sc, uma queda brusca de 24,01 reais/saca (ou de 5,6%).

Essa forte queda pontual esteve atrelada à perda de 655 pontos do contrato de Julho/19 na Bolsa de Nova York (ICE Futures) na quarta-feira, 5. Ressalta-se que, já na quinta, 6, as cotações se recuperaram, tanto no mercado externo (que subiu 295 pontos), quanto no interno, que registrou alta de 10,27 reais/saca (ou de 2,54%).

Para o robusta, os movimentos domésticos também acompanharam a oscilação externa. No dia 4 de junho, o Indicador CEPEA/ESALQ do tipo 6 peneira 13 atingiu R$ 302,37/sc de 60 kg, caindo para R$ 286,20/sc no dia 5, diferença de 16,17 reais/sc (ou de 5,35%).

Quanto à volatilidade externa, os movimentos de alta estiveram atrelados a compras de futuros e ao clima no Brasil – o frio e chuvas durante a colheita geraram preocupações de agentes externos. Já as quedas ocorreram por conta do movimento de venda de posições, tendo em vista a diminuição das preocupações com o clima no País. A posterior recuperação, por sua vez, veio da recompra dos contratos. A oscilações do dólar durante a semana também influenciou os preços internacionais.

Nessa segunda-feira, 10, o Indicador CEPEA/ESALQ do café tipo 6 bebida dura para melhor, posto na capital paulista, fechou a R$ 408,39/saca de 60 kg, queda de 3,3% em relação à segunda anterior, 3. Na Bolsa de Nova York, o contrato Julho/19 fechou a 98,60 centavos de dólar por libra-peso, recuo de 4,9% no mesmo comparativo. Já o dólar finalizou a R$ 3,878, desvalorização de 0,4% em sete dias.

Quanto ao robusta, o Indicador CEPEA/ESALQ do robusta tipo 6 peneira 13 fechou a R$ 292,46/sc de 60 kg, baixa de 3,2% em relação à segunda anterior, 3. O tipo 7/8 bica corrida foi de R$ 282,71/sc, 3% inferior no mesmo período – ambos a retirar no Espírito Santo.

Colheita 2019/2020 – Os trabalhos seguem em bom ritmo no Brasil. Para o robusta, a safra em Rondônia tem avançado rapidamente, com cerca de 70 a 80% do volume esperado já colhido. No Espírito Santo, esse percentual já é de 40 a 50%.

Quanto ao arábica, a colheita foi beneficiada pelo tempo firme dos últimos dias. No Noroeste do Paraná, os trabalhos avançaram de 30 a 40%, enquanto em Garça (SP), o volume colhido está entre 25 e 35% da safra. Também houve aceleração das atividades no Sul de Minas, onde o volume colhido varia de 20 a 30% da safra. Na Zona da Mata (MG) esse percentual varia de 20 a 25%. Por fim, na Mogiana e no Cerrado Mineiro, o volume colhido está entre 10 a 20% do total esperado. (*Fonte: Agência Estado)

*Análise do mercado cafeeiro elaborada pela Equipe Café CEPEA/ESALQ.
Equipe: Dra. Margarete Boteon, Carolina Sales, Renato Ribeiro e Fernanda Geraldini.


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