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Milho capixaba pode chegar a Angola

Por Coordenação de Comunicação e Marketing do Incaper
7/02/2019 18h09
Atualizado em 13/02/2019 19h10

A comitiva de Angola foi recepcionada pelos servidores do Incaper. (*Foto: Divulgação)

As sementes de milho desenvolvidas pelo Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) podem atravessar o Oceano Atlântico e chegar a Angola, na África. Uma comitiva angolana esteve no Instituto para conhecer mais a respeito dos trabalhos realizados pelo Incaper com as variedades.

“O Brasil é referência em agricultura, e se enquadra bem no projeto que temos para Angola. Pesquisamos bastante, e verificamos que a maior referência sempre foi vosso Instituto” disse Godinho Santos, da empresa angolana Kaq Trading.

A comitiva veio representando o setor de importação e exportação de alimentos. “Muito do que a gente importa, pode produzir em Angola. Mas não queremos fazer compra errada: queremos adquirir as sementes que estejam adequadas para nosso solo e clima. Viemos em busca de orientações”, disse Carlos José Cateco, diretor-geral da empresa angolana Vankaite Lda.

A empresa demonstrou o interesse em adquirir sementes de milho desenvolvidas pelo Incaper para plantio em Angola. “A estratégia de se utilizar milho para a produção em grande escala tem que ser pensada”, pontuou o pesquisador do Incaper José Aires Ventura, ao explicar as diferenças técnicas entre as variedades desenvolvidas pelo Incaper, voltadas para a agricultura familiar, e os híbridos de milho disponíveis em larga escala no mercado.

Também participaram do encontro o consultor financeiro Paulo Costa, o administrador Bruno Alexandre Monteiro, e Neide Lima, da Fundação João Mangabeira. Do Incaper, participaram o gerente de pesquisa, Luiz Carlos Prezotti, a gerente de assistência técnica e extensão rural, Jaqueline Sanz, a gerente de transferência de tecnologia e conhecimento, Sheila Posse, e o pesquisador José Aires Ventura, que é angolano, além do diretor-presidente Antônio Carlos Machado.

Durante o encontro, a pesquisadora do Incaper Sheila Posse aceitou ser a interlocutora do grupo, para intermediar o diálogo entre o Incaper e a comitiva de Angola, a fim de que seja firmado um termo de cooperação técnica entre as instituições. “A Sheila faz a interlocução técnica e nós cuidados na interlocução com o Governo. Estamos à disposição para ajudar Angola produzir alimentos” pontuou o presidente do Incaper.

Há vários anos, Angola enfrenta uma guerra civil que dizimou as lavouras do país. Além disso, a produção de petróleo fez com que as atenções se voltassem para os campos de produção petrolíferos em detrimento da agricultura e da produção de alimentos. “A despeito dos conflitos, há muita gente trabalhando para fazer Angola se desenvolver”, finalizou Cateco.


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