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Capacitação sobre a cultura do abacaxi por videoconferência

O curso aconteceu entre 12 e 15 de maio como forma de otimizar e dinamizar as demandas do setor.

Por Gerência de Comunicação Seag
16/05/2020 11h04
Atualizado em 19/05/2020 13h25

(Fotos: *Divulgação)

Com o objetivo de ampliar a quantidade e a qualidade de frutas produzidas no território capixaba, foi realizado pela Secretaria de Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag), com o apoio do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), uma capacitação, por videoconferência, como forma de otimizar e dinamizar as demandas do setor. O curso teve início nessa terça-feira (12) e terminou nesta sexta-feira (15).

O primeiro passo foi a elaboração do Planejamento Estadual de Fruticultura que conta com a uma Estrutura Analítica de Projeto (EAP) por cultura frutícola, desenvolvida pelo Escritório Local de Projetos, Processos e Inovação da Seag. Esse trabalho é realizado por grupos representativos de cada arranjo produtivo.

Após o levantamentos dos dados, foi constatado que a cultura do abacaxi é de grande relevância no Estado e foi eleita para ser a pioneira, contando com a abrangência em 24 municípios. E a integração com o Incaper é fundamental para a transferência de conhecimentos, tanto na pesquisa quanto na extensão rural.

"Importante passo para oxigenar o crescimento e fortalecimento do setor. Estamos investindo em assistência técnica, infraestrutura e firmando parcerias para que esse trabalho continue dando frutos para o Estado mesmo em meio a pandemia do novo Coronavírus. A fruticultura é muito importante para o Espírito Santo, as famílias rurais que vivem dessa atividade conseguem se manter, ter qualidade de vida e novas oportunidades no mercado", salientou o secretário da Agricultura, Paulo Foletto.

O diretor-presidente do Incaper, Antônio Carlos Machado, também participou da abertura da capacitação. “Toda essa situação causada pela pandemia está fazendo com que a gente repense a maneira de fazer as coisas. Estamos nos reinventando, criando novas formas de dialogar com os diferentes públicos, que podem se tornar permanentes. Este curso, sendo realizando via conferência web, é a prova disso”, disse.

Temas como fisiologia, produção e propagação de mudas, manejo da cultura e tratos culturais, fitopatologia e manejo de pragas e doenças foram alguns dos assuntos abordados na capacitação. Os 30 técnicos do Incaper que participaram da capacitação atuam em municípios onde a cultura do abacaxi é bastante significativa.

“O curso já estava programado e, em função da pandemia, foi ajustado para a plataforma digital. Desta forma, conseguimos cumprir o cronograma e capacitar os colegas com uma equipe extremamente capacitada. O curso foi bastante aprofundado, ministrado pelos próprios colegas do Incaper. Pretendemos fazer outros cursos na área de fruticultura seguindo este modelo. Observamos que é plenamente viável”, avaliou Luiz Fernando Favaratto, pesquisador do Incaper e coordenador técnico de produção vegetal.

"Entendemos que esta modalidade inovadora de capacitação está sendo muito positiva levando em consideração o retorno que os participantes estão dando e a abrangência da ação, que está ultrapassando 70% dos municípios envolvidos com a cultura do abacaxi. A tendência é estendermos esta modalidade de para as principais culturas frutícolas no Espírito Santo, principalmente durante os efeitos do desdobramento da pandemia do novo Coronavírus", ressaltou o coordenador de projetos da Seag, Ederaldo Panceri Flegler.

Próximos passos

Como complemento do curso, será realizado assim que a mobilidade e os encontros grupais estiverem normalizados a parte prática que consiste em visitas técnicas com a participação dos produtores. "Com a avaliação positiva do curso voltado para a cultura do abacaxi, agora vamos focar na cultura do maracujá", afirmou Flegler.

Sobre a cultura do abacaxi no Estado

No Espírito Santo, foram colhidos 2.429 hectares de abacaxi, com uma produção anual de 50.310 toneladas (2019). O fruto é cultivado principalmente nos municípios de Marataízes, Itapemirim e Presidente Kennedy, que são os maiores produtores.


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