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Meio Ambiente


Sítio consegue primeiro plano de manejo do fruto da palmeira Juçara

Por Coordenação de Comunicação e Marketing do Incaper
28/03/2019 19h36
Atualizado em 2/04/2019 0h40

Conduzido pelo agricultor familiar Emerson Miranda é o primeiro no Estado que atende a instrução normativa que regulamenta a extração da espécie. (*Foto: Divulgação Incaper)


A propriedade Rancho Fundo, localizada no município de Santa Teresa é o primeiro sítio de extração florestal do fruto da palmeira Juçara (Euterpe edulis), com plano de manejo aprovado para fabricação de polpa no Espírito Santo. A conquista teve o apoio do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), por meio do Projeto Biomas/Mata Atlântica.


Conduzido pelo agricultor familiar Emerson Miranda é o primeiro no Estado que atende a instrução normativa que regulamenta a extração da espécie. Para comemorar a conquista houve uma confraternização na propriedade com a participação dos parceiros: as secretarias de Meio Ambiente, Agricultura e Turismo e o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS).

De acordo com a bióloga e coordenadora do Projeto, Fabiana Ruas, o produtor e a esposa fizeram curso de coleta de sementes e produção de mudas florestais da Mata Atlântica, promovido pelo Projeto Biomas, em 2017, e desde então são parceiros do projeto.

“Várias visitas ao sítio foram realizadas nas quais constatamos grande riqueza natural da propriedade e identificamos a potencialidade da família trabalhar com exploração da palmeira juçara, nativa da Mata Atlântica e entre as espécies ameaçadas de extinção, cujos frutos são semelhantes ao açaí, como preconiza a Instrução Normativa 003/2013 a qual ainda nenhum produtor tinha feito uso”, explicou.

Por meio do projeto, segundo a bióloga, e em conjunto com escritório local do Incaper de Santa Teresa, conseguiram atender a todos os critérios para aprovação do plano de manejo junto ao Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espirito Santo (Idaf). “A importância deste trabalho é que com a colheita dos frutos de forma amigável ao meio ambiente, o produtor além de contribuir para a preservação da espécie, ainda pode obter renda (com polpa, sementes, mudas, por exemplo) sem ter que matar a palmeira, como no caso de extração do palmito”, afirmou.

A família está conseguindo articulações importantes na região serrana do Estado, como empresas de grifes ecológicas, chocolates artesanais com as trufas com recheio de polpa da juçara, energético e diversos outros subprodutos que estão sendo pesquisados em parceria com universidades.

Segundo o produtor rural, o plano de manejo foi elaborado pelo escritório local do Incaper de Santa Teresa o que está nos proporcionando sair de uma situação de risco social, estávamos sem perspectiva de renda na propriedade que é quase 100% de Área de Preservação Permanente (APP). “Hoje, estamos iniciando a produção de polpa de frutos de Juçara, para nossa família”, disse.

Sobre o Projeto Biomas - Mata Atlântica

Lançado em 2010, o Projeto Biomas é fruto de uma parceria entre a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), com a participação de mais de quatrocentos pesquisadores e professores de diferentes instituições. Os estudos estão sendo desenvolvidos nos seis biomas brasileiros para viabilizar soluções com árvores para a proteção, recuperação e o uso sustentável de propriedades rurais, respeitando as especificidades de cada bioma. O Projeto conta com o apoio do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), do Serviço Brasileiro de Apoio à Pequena e Média Empresa (Sebrae). Outros parceiros do projeto foram a Monsanto, John Deere e Vale do Rio Doce. Desde 2015, o Biomas tem sido apoiado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).


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