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Tradicional indústria apoia qualidade há mais de 20 anos

Há 31 anos, o Grupo Tristão vem se consolidando como um dos grupos mais sólidos da economia capixaba e um dos maiores grupos da indústria de café do mundo

Por Leandro Fidelis
10/01/2020 14h17
Atualizado em 22/01/2020 16h22

*Fotos: Ebrand/Divulgação

Uma tradicional indústria capixaba teve contribuição de peso há cerca de 20 anos no fomento à produção de cafés de qualidade nas montanhas do Espírito Santo. Paralelamente ao incentivo de programas estaduais, a Real Café, empresa do Grupo Tristão, com 84 anos de fundação, promoveu o primeiro concurso do ramo, o Prêmio Realcafé/UCC de Qualidade.

A disputa teve 18 edições, e desde o primeiro ano, envolve 360 famílias de produtores da região serrana capixaba com o objetivo de desenvolver o mercado produtor. Em 2018, foram mais de 300 amostras. O prêmio máximo em 2019 foi de R$ 20 mil.

Henrique Tristão é da quarta geração da família cujos primeiros negócios começaram em Afonso Cláudio, com a Casa Misael, seguida da fundação da Realcafé Solúvel do Brasil, em 1971. Há 31 anos, o Grupo Tristão vem se consolidando como um dos grupos mais sólidos da economia capixaba e um dos maiores grupos da indústria de café do mundo.

Para o jovem, o Prêmio Real Café/UCC de Qualidade ajudou a desenvolver a cafeicultura capixaba na região de montanhas com apoio da Ueshima Coffee Company (UCC), empresa japonesa com atuação em todos os segmentos do café, desde cafeterias, torrefação, máquinas de café gelado, entre outros.

“Graças ao incentivo financeiro do concurso, os produtores viraram para o lado dos cafés especiais. Esta é a importância da entrada de empresas maiores no contexto da qualidade, pois compramos os cafés de todas as famílias. Fomos fomentando a produção ano após ano, e hoje o café do Espírito Santo vem ganhando todos os campeonatos mundiais”, afirma Tristão.

O empresário afirma que os cafés das montanhas capixabas se destacam por apresentarem características únicas na bebida. “São coisas que só conseguimos no Espírito Santo devido à altitude, o clima... As montanhas são um polo produtivo de melhor qualidade. Dificilmente vão nos bater”.

Ao longo de duas décadas, a relação da Real Café com os cafeicultores se solidificou, mas sempre a maior parte dos lotes premiados- com ágio de R$ 100 por saca- era exportada para a UCC no Japão.

Nova marca

Buscando agregar ainda mais valor aos grãos das montanhas, agora parte deste café fica em solo capixaba para ser processado. A empresa idealizou, há dois anos, a marca Real Café Reserva.

Henrique é o criador da marca de cafés finos que já conta com mais de 300 clientes na negociação B2B (Business to Business)- empresas que fazem negócios como cliente e fornecedor. O Real Café Reserva promove edições especiais com os produtores de grãos de alta qualidade, sem qualquer mistura. Trata-se de um produto produzido em escala menor (16 kg por hora em um torrador de 5 kg), 100% artesanal, encontrado em supermercados do Estado e no canal de e-commerce em pacotes de 250g ou 1 kg.

Segundo o empresário, o Real Café Reserva trouxe novo significado para sua vida. “Passei a vida inteira criado no meio café. Quando tomei um verdadeiramente especial, há quinze anos, descobri o que queria fazer da minha vida. Já fazia de tudo na empresa e buscava me encontrar aqui dentro, embora nunca tivesse dúvida de que queria trabalhar com café”, conta Henrique Tristão.

*Esta matéria faz parte do Anuário do Agronegócio Capixaba, disponível aqui na íntegra!


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