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Análise conjuntural mensal sobre café robusta

Por Assessoria de imprensa Cepea
10/09/2019 20h49

As cotações do café robusta tiveram leve variação em agosto. A média do Indicador Cepea/Esalq do tipo 6 peneira 13 acima foi de R$ 281,87/sc de 60 kg, e para o tipo 7/8 bica corrida, de R$ 272,29/sc, ambos com leve queda de 0,6% em relação à de julho.

Apesar do recuo dos preços no início do mês, os valores foram sustentados na segunda quinzena, devido ao avanço dos futuros da variedade em alguns dias, à apreciação do dólar e, especialmente, à maior demanda. Esse cenário permitiu o fechamento de negócios no spot, tanto para a indústria quanto para exportação, além de alguns negócios fechados para 2020.

Em relação ao mesmo período de 2018, entretanto, a baixa é mais acentuada, de 16,5% para o tipo 6 e de 17,5% para o 7/8 (os valores foram deflacionados pelo IGP-DI de jul/19). A pressão veio da queda dos valores externos do grão e da oferta elevada no Brasil.

No front externo, o contrato Setembro/19 do robusta negociado na Bolsa de Londres (ICE Futures Europe) fechou a US$ 1.312,00/tonelada em 30 de agosto, baixa de 1,9% na comparação com o último dia útil de julho.

As cotações foram influenciadas principalmente pela elevação do dólar durante o mês e pela perspectiva de oferta elevada. Além das expectativas para a safra 2020/21 no Brasil, agentes também estiveram atentos à safra 2019/20 no Vietnã, que normalmente se inicia no mês de outubro.

Quanto à comercialização, apesar da maior liquidez nas últimas semanas, agentes apontavam que o volume de café da safra 2019/20 nas mãos de produtores ainda era significativo em agosto.

Até a última semana do mês, esse montante correspondia a 55% – 45% do total produzido no Espírito Santo, segundo agentes consultados pelo Cepea. Já em Rondônia, essa quantidade era inferior, uma vez que a maior parte produzida na safra 2019/20 foi negociada anteriormente e entregue nos últimos meses. Segundo agentes, o volume de café na mão de produtores correspondia a 30 – 20% do total produzido.

Reprodução

Campo
Após as chuvas registradas no início de agosto no Espírito Santo, uma nova florada de boas proporções foi induzida nos cafezais de robusta. Até o encerramento do mês, as flores já eram observadas em 70% dos cafezais do Espírito Santo e produtores do estado já se preparavam para a realização das adubações. Apesar de algumas preocupações com o clima mais seco e fortes ventos na última semana de agosto, agentes indicavam que o desenvolvimento da safra 2020/21 vinha ocorrendo sem grandes problemas. Vale apontar que as flores abertas em julho já tiveram bom pegamento.

Já em Rondônia, o clima foi mais adverso. As altas temperaturas e a incidência solar queimaram as flores abertas no estado. Vale lembrar, no entanto, que as floradas ocorridas na praça rondoniense foram induzidas pela irrigação, tendo pouca representatividade na área total das lavouras. Chuvas volumosas ainda são necessárias para a abertura de uma grande florada.


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