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Tecnologia


Universidade Federal de Viçosa desenvolve colheitadeira de café para áreas montanhosas

Por Café Point
29/06/2020 16h54
Atualizado em 3/07/2020 14h38

A Universidade Federal de Viçosa (UFV) recebeu este ano uma patente de um equipamento com potencial para proporcionar avanços na cafeicultura. A máquina derriçadora articulada tratorizada de frutos de café e similares possibilita a colheita em áreas de plantio cuja declividade seja superior a 10% – limitação que impede a utilização, em regiões montanhosas, dos modelos atualmente disponíveis. A invenção permite a realização desse procedimento em espaços com inclinação de até 50%.

A derriçadora foi desenvolvida no Laboratório de Mecanização Agrícola, vinculado ao Departamento de Engenharia Agrícola (DEA) da UFV, pelos pesquisadores Mauri Martins Teixeira e Raphael Magalhães Gomes Moreira, na época, professor e estudante de doutorado no DEA, respectivamente. Além de permitir a colheita e, consequentemente, o plantio em terrenos antes impróprios, o maquinário contribui para minimizar a falta de mão de obra disponível, problema recorrente no setor.

Outra vantagem da colhedora de café é possuir um chassi que permite a articulação da sua estrutura superior, já que os equipamentos convencionais têm um sistema hidráulico de compensação da inclinação. Mas um dos maiores destaques está no alto da máquina, onde fica o mecanismo de articulação que permite a colheita em terrenos com declividade em torno de 50%, mantendo os derriçadores sempre a uma mesma altura do solo. Com isso, a colheita é feita em toda a planta, independentemente da inclinação.

Comparada à colheita manual, a invenção proporciona outras vantagens além da eficiência. Permite, por exemplo, que se realize trabalho em períodos noturnos e também que haja liberação da planta em menor tempo, criando melhores condições de recuperação para uma nova safra. Há, ainda, a possibilidade de utilizá-la em outras culturas, como a da azeitona e da uva, com benefícios similares.

O depósito do pedido de patente havia ocorrido no final de 2013, sendo que no mês passado a mesma foi concedida à Universidade pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). A concessão confere a seu titular – no caso, a UFV – o direito de impedir terceiros de produzir, usar, vender ou importar o objeto patenteado sem consentimento do detentor.

Atualmente, a UFV possui 245 depósitos de pedidos de patentes, tendo obtido concessão para 49 delas, segundo a Comissão Permanente de Propriedade Intelectual (CPPI).

As informações são da Universidade Federal de Viçosa.


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